Chega! A verdade sobre o Marketing de Conteúdo, Inbound e Automação
Será que o marketing de conteúdo, inbound marketing e automação funcionam mesmo? Servem para todos? Sua empresa está pronta para iniciar? Diante de tantas opções, é isto que deve ser priorizado? Consigo suportar este investimento? É isto que vamos entender neste artigo.
Caso esteja em dúvida sobre os conceitos, leia este outro artigo antes: Qual a diferença entre marketing de conteúdo, inbound e automação.
Em 2009 criei o primeiro blog para minha empresa, que era uma desenvolvedora de software. Era o “tal marketing de conteúdo”, mas ainda sem este nome chique. Captávamos conteúdo de diversos sites e escrevíamos outros. Dois anos depois a empresa era líder nacional, com clientes como Siemens e Boticário. E então foi vendida para uma multinacional. O marketing de conteúdo e outras ações de marketing digital foram decisivos para o sucesso.
Diversos casos de sucesso alimentaram a indústria do marketing de conteúdo e suas vertentes. Mas quem fala dos fracassos? Sabemos que ocorrem em grande número, e quais são as lições que deixam?
O que aprendi é que nem todos conseguem suportar um projeto de marketing de conteúdo, e principalmente chegar no nível de automação. Por dois motivos: capacidade de investimento e falta de mão de obra qualificada para lidar com estes projetos. Além disso a concorrência está tornando cada vez mais complexa a conquista de um espaço entre os melhores conteúdos disponíveis na internet.
Então vamos desmitificar o marketing de conteúdo para você entender se deve ou não entrar nessa onda agora, se deve esperar, desistir ou nem tentar.
O primeiro grande desafio é gerar o conteúdo. Sim, por mais óbvio que pareça uma ou mais pessoas com conhecimento terão que escrever ou gravar vídeos.
Uma agência pode ajudar a gerar as pautas simples, desde que não exijam uma chancela técnica, como na área de saúde. Já para conteúdos mais avançados, cabe aos especialistas do negócio proverem. Depois, a agência digital pode se encarregar de revisar e publicar profissionalmente no blog, site e redes sociais.
Após a publicação, será necessária uma campanha de marketing digital para entregar o conteúdo até o público. As campanhas incluem principalmente a publicação no Facebook e Instagram Ads, Youtube e gestão de mídias patrocinadas. Para quem tem lista de e-mail qualificada, disparar uma newsletter também é eficaz.
Depois de uns 6 meses, se tudo der certo, o Google pode indexar o post e trazer bons resultados nas buscas orgânicas. Mas a estratégia não pode ficar ancorada nisto. Sempre será necessário trabalhar a divulgação.
Aí que o bicho pega. É um investimento que exige algum tempo para dar retorno. Logo que liberar a primeira publicação, se fizer campanhas para entregar o conteúdo ao seu público, já terá resultados interessantes. Mas o retorno de investimento pode demorar. Isto porque sem a otimização do Google o processo é muito caro, e também porque existe um tempo de aprendizado e ajustes. Em 6 meses bons números já podem ser vistos, mas um retorno mesmo, que seria o projeto pagar seus custos com “lucro” de vendas adicionais, pode levar mais de um ano, tranquilamente.
O retorno que toda empresa espera (eu acho) é aumentar vendas, para então bancar os custos de marketing e ainda aumentar o lucro geral.
E quanto isto deve acontecer? É impossível calcular. Trata-se de uma aposta. Já vi alguns “super experts” com planilhas mágicas: “balela”, são baseadas em um caso entre mil.
Ah, então nem adianta tentar? Lembre-se que há muitos e muitos casos de sucesso. Sendo competente, pode ser um deles. Mas é necessário controlar o excesso de otimismo.
Lembre-se que mesmo executando de forma perfeita, há uma concorrência a ser vencida. É como seus produtos, você investe para ficarem melhores, mas seu concorrente pode ser ainda superior e anular seus esforços.
Seguindo o protocolo certo, com grande esforço interno e conteúdo relevante, os riscos serão reduzidos.
Muitos projetos fracassam por:
Para iniciar, de 2 a 4 por mês. Há várias outras ações para serem feitas além de escrever, portanto deve-se ter esta noção do todo. Mais importante que quantidade é a qualidade. E tão importante quanto a qualidade são as formas que vai usar para entregar o conteúdo ao público alvo, ou seja, as campanhas. Eu costumo calcular as pautas pela capacidade (pessoas) de escrever, e também pelo investimento em marketing viável para entregar o conteúdo.
Número de pautas = tamanho do público x orçamento para divulgação
A ideia principal do marketing de conteúdo é orientar os clientes. E estas dúvidas existem em todos os negócios.
A sacada é qual estratégia aplicar em cada caso. A partir da hora que seu conteúdo alcançar seu público alvo, as chances de iniciar um engajamento são grandes. E a partir da hora que indexar no Google, o sucesso aumenta exponencialmente.
Eu acredito que neste momento os negócios com menos concorrência no marketing de conteúdo são os que tem mais chances de sucesso, independentemente do segmento.
O orçamento adequado em campanhas é fundamental para acelerar e para garantir o ROI.
Falando em números, algo em torno de R$ 40mil a 100mil no primeiro ano.
Assim que tiver a compreensão que as pautas estão no caminho correto e que a equipe está preparada para gerar conteúdo. Isto vai ajudar a reduzir retrabalho, e permite o foco inicial na qualidade do conteúdo.
E quando contratar a ferramenta de automação? Caso já tenha uma lista de e-mail com pelo menos uns 3mil e-mails qualificados, já se pode contratar no momento inicial do marketing de conteúdo, pois as soluções de automação farão o disparo de newsletter também. Outro benefício de ter a ferramenta no início, mesmo sem configurar jornadas, é rastrear os leads que passam pelo site, e gerar um histórico.
Ah, mas “eu quero por que quero” sair do zero já com automação, posso? Sugiro então contratar a criação apenas uma jornada, para ter uma primeira experiência.
Ou o contrário, não quero investir ainda. Estou errado? Não, se está na dúvida sobre sua capacidade de investimento, amadureça um pouco mais seu fluxo antes da decisão.
Lembre-se de que a prioridade no início é escrever bem e levar o conteúdo até o público alvo, e isto exige investimento em campanhas, mídias pagas. A automação não ajuda a captar novos clientes, ajuda a aproveitar melhor quem já chegou até você. O marketing de conteúdo sem automação já é suficiente para aumentar a relevância no Google e com isto captar novos clientes, desde que observadas as condições explicadas anteriormente.
Sim, são eficazes, mas a médio e longo prazo. Então servem para quem tem capacidade de investimento, caso contrário há outros tipos de campanhas que promovem resultados mais rápidos.
O momento ideal para iniciar é quando já se tem alguma maturidade no marketing digital: as plataformas já estão estáveis e campanhas de resultado mais rápido já estão trazendo retorno. A equipe interna precisa estar segura, e deve-se estar seguro em relação a competência da agência digital parceira. O investimento e o tempo necessário para o retorno são incompatíveis com o amadorismo, portanto é um plano sólido.
Caso esteja em dúvida sobre os conceitos, leia este artigo: Qual a diferença entre marketing de conteúdo, inbound e automação.
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